Estes dilemas são muito mais comuns do que qualquer um pode imaginar. Na verdade, as diferentes opções com as quais temos de interagir ao longo da vida nos obrigam – ainda que minimamente – a exercitar a reflexão e fazer escolhas, algumas certas, outras erradas, mas que nos pareciam certas. Assim, vamos construindo a nossa história.
Todos nós somos o resultado de decisões acertadas e equivocadas. Ninguém acerta todo tempo. Por mais coerente e sensato que seja, de vez em quando se encontra a contabilizar prejuízos, alguns recuperáveis e outros não. Assim, vamos aprendendo a decidir e escolher. Mas, será que existe um jeito mais eficiente de construir a vida do que através deste método de tentativas? Acredito que sim.
A vida moderna e como ela está configurada não privilegia a sabedoria. Agendas apertadas, tempo desperdiçado com o entretenimento televisivo e sites de relacionamento (que não geram relacionamento algum), habilidade mental treinada por uma cultura erotizada e a falta de coragem de admitir que existe vida fora desses territórios, não conspiram a favor de decisões coerentes e escolhas bem pensadas. Na verdade, o que tem poder de alienar tem poder de cegar.
Muitas vezes, em busca de direção para minha vida, tive que buscar o silêncio e a reclusão, fechar a agenda, desmarcar compromissos, reconfigurar hábitos… E isto exige um grande esforço! Acredito que as melhores decisões que tomamos na vida nascem nesse ambiente onde a paz prevalece, a interferência das vozes populares é mínima e a mente é estimulada a concentrar-se nos estatutos eternos. Mas, quem se propõe a fechar a porta do quarto para audiências secretas com o Eterno?
Estou convencido de que se trata de uma temeridade confiar nossos dias ao acaso. Mas, também estou convencido de que a voz da cultura popular (“deixa a vida me levar”) prevalece, convencendo as pessoas a desistirem de pensar a vida e de submeterem-na a Deus. Todavia, há sempre um coração faminto em busca de orientação, corajoso o suficiente para não se deixar conduzir pela correnteza; há sempre uma alma sedenta e disposta a ouvir; há sempre alguém disposto a buscar seriamente a Deus e a acreditar que Ele continua dirigindo vidas.
Se você está em busca de direção, não sabe para onde ir, o que fazer, acredite: Deus conhece suas limitações e quer ajudá-lo.
Solus Christus!
Pr. Weber






































